Consumado, nunca haverá
qualidade
É uma daquelas coisas que vinha dizendo nas intervenções anteriores,
relacionadas com o que estava andar mas sem pernas para tal e o que não estava
andar tem pernas mas não tem cabeça, mas que aos olhos dos que não se importam
se tem ou não cabeça ou pernas, ou até mesmo ambas coisas, sendo que o resultado
é o desejado, está andar.
Olha, me espantei se não mesmo furioso fiquei, quando daquela vez
presenciei o cenário de abuso ao professor por um aluno na companhia da sua
advogada (a pedagógica), mimos aos alunos pela camada dos chefes, falta de
respeito aos docentes e as excursões do chefe feitas de sala em sala, em plena realização
das avaliações provinciais, estando este sob efeitos de droga, onde os efeitos
desta festa poluíram o recinto escolar incluindo a sala dos professores na altura
fechada, sendo que de tão famosa até caiu em forma de tomada de nota neste
blogue.
Foi um facto que não acreditei por viver numa escola onde outrora foi um
verdadeiro centro de educação e exemplar a nível da província desta parcela da
pátria amada, mas depois fiquei calmo quando meus pares (queridos professores)
durante o bate boca na sala dos professores concluíram que eu ainda não tinha
visto nada, mas que devia saber que aquilo (a escola) virou de pernas para o
ar.
Mas na verdade a realidade da escola verificou-se no dia do conselho de avaliação
do primeiro trimestre (vulgo conselho de notas).
Ahh, aqui foi mesmo para ver
tudo o que não espera, a mascara dos chefes caiu, para além da incapacidade, não
passam de indivíduos que assumiram aquelas responsabilidades para saírem da
pobreza; aqui já não me importa e muito menos me espanta saber como chegaram
àqueles cargos que julgo serem muito delicados.
Quer dizer, não esperava iniciar um conselho de notas sem o secretariado
completo, refiro-me do presidente, secretario e vogal e muito menos os membros
ligados aos aspectos pedagógicos, refiro-me da directora adjunta pedagógica ou
mesmo o director da escola e em último nível (o mais baixo) o director de
classe. Olha, foi uma verdadeira brincadeira e abuso ao estado. A título de exemplo
vou descrever com breves exemplos o que aconteceu la:
- Apareceu um contínuo na sala onde iria decorrer o conselho e deixou as
pautas com o resto de material (livros de turma, esferográficas, canetas etc) e
foi-se;
- Uma (1) hora depois, aparece o mesmo contínuo, trazendo o recado de que já
podíamos iniciar o conselho;
- O conselho iniciou apenas com dois (2) professores, sem a respectiva
estrutura como disse num dos parágrafos acima, preencheu-se as pautas, mas tudo
ficou limitado porque tinha apenas cadernetas de duas (2) disciplinas. De salientar
que os directores das tais turmas não estavam presentes ainda;
- Quarenta e cinco (45) minutos depois, foram aparecendo os professores e
cada um passava as notas na pauta pessoalmente, por dois motivos: primeiro
porque não queriam participar no conselho e segundo porque não queria que se
viciasse as suas notas.
Então tudo piorou quando um dos directores de turma chegou, lançou as suas
notas e de seguida pintou a pauta. Minutos depois o director de classe apareceu
para ajustar oito (8) dos seus casos da mesma turma e encontrou a pauta pintada
e assinada pelos respectivos professores, dai o problema começou.
Bate boca, nervosismo, injuria e faltas de respeito dominaram o ambiente,
mas uma das coisas que memorizei foi a expressão do director de classe que
chamou a todos os professores de “anti pedagógicos”. Agora vamos la ver, o
chefe com uma turma inteira de casos, pedindo ajuda ainda no primeiro
trimestre, para além de que 8ª ,9ª,10ª 11ª agora 12ª classe vinha ajudando
estes indivíduos, segundo estes improdutivos lesados por terem sidos chamados
de qualquer coisa de anti---, o que será da vida deles? E ainda reside em mim a
questão do tipo de escola e direcção esta aqui em relação ao compromisso com
qualidade de ensino. Não acho que isto irá melhorar coisa nenhuma enquanto isto
estiver a acontecer aqui, proponho que se ampute definitivamente as pernas que
fazem com que esta escola ande assim, isto não tem futuro.
Não podemos permitir que nossos futuros filhos encontrem este tipo de vírus.
Precisamos de preparar o melhor para eles. Temos que fazer parar o
lambebotismo, o puxa-saquismo. Eu já iniciei, preciso da sua forca.
Já imagino as futuras consequências dos 5% de aumento salarial para esta
gente, aí vão por pernas para correr com a escola…