terça-feira, 12 de maio de 2015

Consumado, nunca haverá qualidade

É uma daquelas coisas que vinha dizendo nas intervenções anteriores, relacionadas com o que estava andar mas sem pernas para tal e o que não estava andar tem pernas mas não tem cabeça, mas que aos olhos dos que não se importam se tem ou não cabeça ou pernas, ou até mesmo ambas coisas, sendo que o resultado é o desejado, está andar.

Olha, me espantei se não mesmo furioso fiquei, quando daquela vez presenciei o cenário de abuso ao professor por um aluno na companhia da sua advogada (a pedagógica), mimos aos alunos pela camada dos chefes, falta de respeito aos docentes e as excursões do chefe feitas de sala em sala, em plena realização das avaliações provinciais, estando este sob efeitos de droga, onde os efeitos desta festa poluíram o recinto escolar incluindo a sala dos professores na altura fechada, sendo que de tão famosa até caiu em forma de tomada de nota neste blogue.

Foi um facto que não acreditei por viver numa escola onde outrora foi um verdadeiro centro de educação e exemplar a nível da província desta parcela da pátria amada, mas depois fiquei calmo quando meus pares (queridos professores) durante o bate boca na sala dos professores concluíram que eu ainda não tinha visto nada, mas que devia saber que aquilo (a escola) virou de pernas para o ar.
Mas na verdade a realidade da escola verificou-se no dia do conselho de avaliação do primeiro trimestre (vulgo conselho de notas). 

Ahh, aqui foi mesmo para ver tudo o que não espera, a mascara dos chefes caiu, para além da incapacidade, não passam de indivíduos que assumiram aquelas responsabilidades para saírem da pobreza; aqui já não me importa e muito menos me espanta saber como chegaram àqueles cargos que julgo serem muito delicados.

Quer dizer, não esperava iniciar um conselho de notas sem o secretariado completo, refiro-me do presidente, secretario e vogal e muito menos os membros ligados aos aspectos pedagógicos, refiro-me da directora adjunta pedagógica ou mesmo o director da escola e em último nível (o mais baixo) o director de classe. Olha, foi uma verdadeira brincadeira e abuso ao estado. A título de exemplo vou descrever com breves exemplos o que aconteceu la:

- Apareceu um contínuo na sala onde iria decorrer o conselho e deixou as pautas com o resto de material (livros de turma, esferográficas, canetas etc) e foi-se;
- Uma (1) hora depois, aparece o mesmo contínuo, trazendo o recado de que já podíamos iniciar o conselho;
- O conselho iniciou apenas com dois (2) professores, sem a respectiva estrutura como disse num dos parágrafos acima, preencheu-se as pautas, mas tudo ficou limitado porque tinha apenas cadernetas de duas (2) disciplinas. De salientar que os directores das tais turmas não estavam presentes ainda;
- Quarenta e cinco (45) minutos depois, foram aparecendo os professores e cada um passava as notas na pauta pessoalmente, por dois motivos: primeiro porque não queriam participar no conselho e segundo porque não queria que se viciasse as suas notas.

Então tudo piorou quando um dos directores de turma chegou, lançou as suas notas e de seguida pintou a pauta. Minutos depois o director de classe apareceu para ajustar oito (8) dos seus casos da mesma turma e encontrou a pauta pintada e assinada pelos respectivos professores, dai o problema começou.

Bate boca, nervosismo, injuria e faltas de respeito dominaram o ambiente, mas uma das coisas que memorizei foi a expressão do director de classe que chamou a todos os professores de “anti pedagógicos”. Agora vamos la ver, o chefe com uma turma inteira de casos, pedindo ajuda ainda no primeiro trimestre, para além de que 8ª ,9ª,10ª 11ª agora 12ª classe vinha ajudando estes indivíduos, segundo estes improdutivos lesados por terem sidos chamados de qualquer coisa de anti---, o que será da vida deles? E ainda reside em mim a questão do tipo de escola e direcção esta aqui em relação ao compromisso com qualidade de ensino. Não acho que isto irá melhorar coisa nenhuma enquanto isto estiver a acontecer aqui, proponho que se ampute definitivamente as pernas que fazem com que esta escola ande assim, isto não tem futuro.

Não podemos permitir que nossos futuros filhos encontrem este tipo de vírus. Precisamos de preparar o melhor para eles. Temos que fazer parar o lambebotismo, o puxa-saquismo. Eu já iniciei, preciso da sua forca.
Já imagino as futuras consequências dos 5% de aumento salarial para esta gente, aí vão por pernas para correr com a escola…

sexta-feira, 24 de abril de 2015


Dinis Américo Lufiande
Universidade Pedagógica de Moçambique




A ESCOLA QUE MATARAM

São situações que vale a pena perder o tempo gritando e reportando para o meu diário que nunca é visto pelo grupo alvo que quero que saiba e muito menos pela dita geração de viragem que faço parte, onde uns e os mais poucos perdem o rico tempo pensando em mudar o mundo, sem se interessar com o que mais incomoda na sua própria casa, ou melhor nem se importam com o que está próximo deles mas sim com o que é impossível, e os muitos se tornam ainda mais colonizados pelas redes sociais, o três (3) cem e o swuega.

Vale a pena desabafar no teclado, mesmo sabendo que o melhor seria com a caneta e o papel, porque ainda me conservaria dos futuros problemas da vista, preguiça e ate mesmo da perca da boa caligrafia que foi o resultado de anos de muito esforço, meu e dos que quiseram que escrevesse bem, mas como faço parte desta geração onde a tecnologia no geral e a de informação e comunicação especificamente domina as tais tradicionais, sê que escrever no papel com a caneta é ultrapassado, então ainda não quero ser ultrapassado.

Na verdade aconteceu numa escola da minha pátria amada, onde outrora, ou melhor num passado muito próximo as regras do jogo estavam mesmo acima de qualquer espécie de individuo (repista, swega, dzukuteiro ou pandzeiro) ou melhor resumindo, seja la o que fosse, mas aqui não havia espaço, se era para regular, não tinha como dizer minha calca não tem botão, minha camisa não tem gola e pendurar a gravata na pescoço era uma saída; quando o indisciplinado exibisse os seus dotes, imediatamente era posto fora da sala de aulas e só podia voltar a sentir o cheiro da tinta da escola recém-construída depois de ir consigo o encarregado de educação; o professor não podia pisar o recinto escolar sem bata, porque era como se se sentisse nu em público ou melhor, perante seus pais e filhos e mais outros exemplos que colocavam a escola como modelo na região onde ocupa nessa pátria amada, pois em todo canto da região, ate mesmo a pessoa que mandou construir queria que o seu filho estivesse ali a estudar, quer dizer, na altura a direcção era terrivelmente competente, exemplar, não mostrava as suas fragilidades sê que tinha, pois do jeito que era forte, ninguém sonharia em procurara-las, e isso reflectia até as camadas subsequentes, o professor era o primeiro a chegar antes da hora da sua entrada, seja no período de intervalo, borla ou ausência do professor, o aluno estava sempre na sala, ou melhor nenhum aluno ousava circular por ai de qualquer maneira como o chefe disse. E eu estava la a viver esse regime, desafiei, transformei dificuldades em desafios, fiz a minha parte e sai com sucessos, deixando-lhes a escola ainda com um regime forte e firme.

Desapareci de la, porque outras escolas me tinham aberto as portas para por la eu passar e colher experiências, graças a isso agora ate paro e olho para mim mesmo e até me admiro.
Mas por ironia do destino, alguns anos depois (por ai 4, 5 ou mesmo 6), la voltei, dessa vez não como aluno, mas sim como professor. Faz favor no que vivi. É lastimável. Não. Não dá mesmo. Estiva-se num centro de convívio, onde todos são chefes, onde ninguém queixa a ninguém. Vivi uma situação em que perante a avaliação provincial, o aluno discutiu com o professor por o primeiro não ter regulado e estava na sala de aulas e depois de muita bate boca o professor mandou embora o aluno, cinco (5) minutos depois o aluno no colo da directora pedagógica, esmagaram o professor em frente da turma e por forca superior o aluno entrou na sala e continuou fazendo a avaliação como se não tivesse acontecido nada, como se o aluno tivesse razão, isso me furou o coração, o professor que estava a vigiar a turma, malariou-se logo de seguida e abandonou o seu posto de trabalho. O barulhou não terminou por aqui, soou ate na sala dos professores. Aqui muita coisa saiu das bocas dos que muita coisa boa passam quando eu era seu aluno e o pior disseram, como por exemplo:

- Isto está pior pah, em todos os intervalos os professores tinham direito de tomar um café, mas agora nem se sente o cheiro disso;
- Antes, na sala dos professores assim como em todos os gabinetes, até mesmo na secretaria haviam congeladores e qualquer um seja docente ou não podia beber agua gelada, mas agora esta coisa só conta com uma geleira que esta no gabinete do chefe;
- Agora o aluno chama de TU a qualquer um e pior ao contínuo e já não se fala do guarda e quando alguém quiser impor a ordem, a mãe pedagógica e os padrinhos e advogados da direcção, vão colocar o seu nome na lista negra;
- Agora é um local onde o chefe entra na sala bêbado, dirige-se aos alunos e lança piada enquanto a aula da tal disciplina esta correr;
- O aluno entra e sai quando bem entender, seja organizado ou não sem pedir permissão;
- Os encarregados de educação já nem pisam na minha escola para fazer o acompanhamento do filho, porque já tem padrinhos e filhos que cuidam dos netos;
- É aqui onde o chefe não é conhecido pelos alunos, só foi visto na reunião de abertura do ano lectivo.
- Um dos professores até o final do trimestre só tinha dado duas (2) aulas, mas já se fez a avaliação provincial da disciplina (kkkkkkk);

Então um tal fulano bem organizado, bata limpa sentado na sala dos professores, com um jornal na mão que trosse de casa, depois de ter ouvido todas estas bobagens, concluiu que a sua escola foi morta.

(kkkkkkkk) o mais engraçado está a acontecer em paralelo. O governo reuniu com tudo o que é massa pensante da pátria amada para discutir melhorias da qualidade de ensino e tal como rege o manifesto eleitoral do chefe, a qualidade do ensino assim como da vida do professor ira mudar, dito e já esta acontecer, ora vejamos:
- Primeiro, aumentaram 5% para o chefe, também para o professor superior, 10% para o professor básico e médio, só espero que esta medida aplicada aos improdutivos não acelere o enterro da escola, já que o senhor ministro (chefe) disse que em nenhuma parte do mundo o professor surgiu para ser rico, então toma ai...
- Próximo ano temos pré classe…
Mas na verdade depois de ter auscultado todas estas situações, saí daquela sala confuso, malariado e desnorteado. É que fiquei fazendo uma aritmética muito simples, olha que se em um ano e meio (1/2) a escola chegou a este nível, o que será daqui a pouco?

Faz favor, que alguém apareça e faça alguma coisa, antes que se realize o enterro. E ainda por cima… 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Mulher e o acesso a educação em Moçambique

Dinis Américo Lufiande
Universidade Pedagógica de Moçambique


Partindo do princípio de que o governo tem implementado políticas a nível de todos os subsistemas de educação convista a incluir ou promover a integração em massa das mulheres, nem todas tem o acesso a ela, mesmo que a educação seja acessível pra todos.
Nas comunidades moçambicanas, ainda é notória a fraca afluência das mulheres nas escolas, devido a vários factores, sendo alguns deles:
  • A pobreza: este factor constitui um impedimento para o acesso à educação por parte das mulheres, visto que a maioria deve prestar assistência às suas famílias, por meio de prática de actividades de rendimento, como por exemplo a agricultura de subsistência; comércio e pesca.
Assim sendo, elas não tem a disponibilidade para frequentarem a escola. Este factor é observável em todo o país, o que podemos descrever em função das regiões, sendo que;


- Na região sul de Moçambique, no que tange ao comércio, as mulheres emigram para a Africa do sul e Suazilândia para a compra de produtos alimentares e mais outros para revender em Moçambique e vice-versa. Para as províncias de Gaza e Inhambane o número de mulheres que emigram para os países vizinhos é reduzido mas mais se ocupam na agricultura.
- Na região centro e norte do país, as mulheres ocupam-se mais na agricultura do que noutras actividades, se se basear em percentagens, numa visão geral pode-se dizer que nas cidades capitais 75% das mulheres ocupam-se no comércio, e nos distritos e localidades as mulheres são agricultoras.


  • A religião: este factor é predominante na região norte e zonas costeiras de Moçambique. Em zonas onde predomina a religião muçulmana, as mulheres ocupam-se mais em “Madraça” e outras actividades ligadas ao muçulmanismo. São mais dependentes e mais consideram os dogmas do que a educação. Aliás, segundo esta religião a Madraça é o local onde aprendem a educação ligada a região. Neste sentido, a ciência é menosprezada, fazendo com que as mulheres não ingressem nas escolas.


  • O casamento: na maioria das famílias principalmente nas comunidades rurais as mulheres são submetidas ao casamento para defender dignidade da família. Neste contexto nem todas têm acesso a educação pois devem cuidar da casa e família. Este facto é mais notório em casos em que as mulheres fazem parte de comunidades com baixo nível de escolaridade, pois ninguém deixar a sua mulher progredir ou ingressar na escola se não tiver o conhecimento da importância de ir a escola. Em casos em que as mulheres têm noção da importância de frequentar a escola e elas manifestam interesse de ingressar, resultam em violências se os maridos não permitirem e tomando em consideração aos aspectos culturais o homem acaba ganhando a razão e a mulher submetida a pobreza mental e consequentemente a económica e dependência.


Apesar dos factores descritos anteriormente, que constituem algumas causas que levam com que as mulheres não ingressem na escola, o governo tem implementado políticas com o objectivo de permitir que as mulheres independentemente da situação em que estiver envolvidas, seja social ou economicamente possa ter acesso a educação, por exemplo:

- O ensino primário gratuito
Esta política permite que todos os indivíduos sem excepção das mulheres, nível económico e social, tenham que frequentar até 7ᵃ classe sem nenhum dispêndio no âmbito das inscrições, matriculas, manuais entre outras despesas. Sendo que o primordial é a presença e participação directa da aluna no processo de ensino e aprendizagem e actividades programadas, seja pelo governo assim como pela escola onde esta se encontre a frequentar.


- Alfabetização e Educação de Adultos (AEA)
    A Alfabetização e Educação de Adultos é uma das políticas governamentais no âmbito de educação que visa criar acessibilidade ao ensino para as pessoas com idade adulta, assim como para as comunidades que se encontram distantes das sedes distritais e que não tem escolas por perto. Esta componente abrange também aqueles que se ocupam a tempo inteiro, seja nas machambas ou noutras actividades e depois da conclusão da 7ᵃ classe, os graduados ingressam normalmente no ensino básico, isto é, no currículo normal e a progressão continua.
Convista a encorajar as mulheres a ingressar neste núcleo de alfabetização, a política de igualdade de género atingiu também este subsistema de ensino, sendo que nalguns são mulheres os alfabetizadores, isto mostra que o governo esta a par do incentivo das mulheres na educação, permitindo que as mulheres que frequentarem a AEA, se sintam motivadas e progredir e que as alfabetizadoras sirvam de inspiração para os seus sonhos e ambições.


O mais preocupante é que mesmo com tantas políticas governamentais que visam reformar a educação de modo que possam criar acessibilidade a educação por parte das mulheres, ainda não verifica-se grande défice de mulheres analfabetas, isto é, que não frequentam nenhum subsistema de ensino, devido a cada factor acima descrito ou todos associados.
Esta conclusão surge no facto de que o pacote de Alfabetização e Educação de Adultos (AEA), segundo o legislado está no fim, pois o financiamento e o plano vai até 2015. Isso não deixa a desejar pois há muitas mulheres que por um e outro motivo não foram abrangidas, daí a necessidade de darem continuidade com esta política para o quinquénio a seguir, visto que as metas não foram alcançadas.


Em relação aos países como Brasil e Portugal, as mulheres Moçambicanas estão muito aquém a desejar no que se refere ao nível de escolaridade, isto é devido as políticas implementadas, se calhar precisa-se de rever os mecanismos de integração da mulher na participação directa do processo de desenvolvimento do país, pois poucas mulheres em todo o país conhecem o papel da mulher na decisão dos destinos do país, apesar de algumas mulheres tiverem noção do seu papel, mas pelo facto que se encontrarem distantes,ninguém as vê e muito menos as ouvem, dai a necessidade de reforçar os mecanismos de inclusão do género feminino, se não mesmo criar novas e mais abrangentes formas de luta pela inclusão e reconhecimento do papel da mulher.


O empoderamento da mulher tem sido um dos mecanismos de inclusão deste género no desenvolvimento deste país, mas precisa-se mais esforço para se saber se este mecanismo abrange a todas mulheres ou melhor é aplicada nas regiões mais recônditas.


Na escola


A escola para além de ser o maior centro de socialização do Homem, é também onde se cultivam conhecimentos técnicos, científicos que os indivíduos precisam para o desenvolvimento de um pais, para além de valores morais para a criação de uma personalidade aceitável numa sociedade.


Assim sendo, a integração da mulher é um factor preponderante pois é o ponto de partida para a própria educação da mulher e o acompanhamento gradual do desenvolvimento, seja dela, seja do país, visto que estará a criar capacidades de crítica construtiva, podendo contribuir activamente em todas situações que for a encarrar, longe de tabus e senso comum.


Neste contexto, no âmbito escolar, todas políticas implementadas o género feminino não esta descriminado e muito pelo contrário é mais privilegiada, em função da política de emancipação da mulher, neste caso, ela goza de todos os direitos e mais a prioridade em todas situações, seja desportivas, científicas, culturais entre outras.


A mulher tem mais prioridade em todos aspectos, até pode se dizer “primeiro as mulheres”, porque é sabido que desde tempos remotos a mulher era inexistente no que diz respeito a participação nas jornadas de índole escolar, como por exemplo desportivas, culturais, científicas, então estes mecanismos vem para desafiar as mulheres a lutares para os seus direitos e demonstração das suas capacidades como seres humanos, pois a politica defende que entre o homem e mulher a diferença esta no sexo e nada mais, sendo que todas actividades podem ser desenvolvidas por ambos.


É a razão pela qual actualmente a mulher está ascendendo a espaços do mais alto nível que outrora não podia.


A educação de mulheres e meninas é essencial não apenas para promover a igualdade de género, mas também para enfrentar toda a gama de desafios da actualidade.
Com o desenvolvimento actual das comunidades, a paridade de género obrigam que não haja nenhuma diferença na formação ou educação dos cidadãos, isto é, a existência discrepância de género entre homem e mulher.
No entanto, lacunas consideráveis ainda permanecem, em particular para meninas. Segundo algumas estimativas, 72 milhões de crianças no mundo todo não frequentam a escola e 54% dessas crianças são meninas. Além disso, embora a paridade de género no ensino fundamental tenha aumentado na última década, uma defassagem de paridade de 6 milhões ainda persiste — e é ainda mais falada nos países em via de desenvolvimento, uns dos casos de Moçambique.
No caso de Iêmen, que quase 80% das meninas fora da escola não têm probabilidade de se matricular, contra 36% dos meninos. Na África Subsahariana, estima-se que quase 12 milhões de meninas não deverão se matricular.
A qualidade da educação também é um problema sério porque, mesmo onde o índice de matrícula escolar aumentou, muitas meninas ainda deixam a escola sem conhecimentos básicos de matemática e mal alfabetizadas e estão, portanto, mal preparadas para competir e prosperar.
Melhorar o acesso das meninas ao ensino médio é outra área que ainda necessita de maior atenção. Os países com os menores padrões de vida e os índices mais altos de analfabetismo costumam ser os países que não fornecem educação para suas meninas. Se não forem enfrentadas, essas desigualdades na educação perpetuarão a violência, a pobreza e a instabilidade e impedirão que as nações progridam económica, política e socialmente.


Benefícios da escolarização da rapariga
As mulheres com instrução têm maior probabilidade de gozar de melhor saúde e nutrição, de se protegerem melhor contra o HIV e outras doenças transmissíveis sexualmente e contra a gravidez indesejada;
As mulheres com instrução contribuem para a redução da mortalidade infantil, têm filhos que gozam de boa nutrição e escolaridade;
As mulheres com instrução têm mais oportunidades de rendimentos económicos e aceleram a redução da pobreza na sua família.


O que se esta a fazer para aumentar a presença da rapariga na escola
  • A política Nacional de Género no Sector da Educação promove os direitos da rapariga em todos os níveis de ensino. Sendo as principais acções:
  • Isenção de taxas escolares e concessão de bolsas de estudo;
  • Prioridade das raparigas sobre os rapazes em casos de vagas limitadas principalmente nos centros internatos;
  • Aumento do numero de professoras particularmente nas zonas rurais;
  • Atribuição de quotas de 60% das vagas para mulheres nos IFPs;
  • Trabalho com os Conselhos de escolas para influenciar os pais ao uso de metodologia que promovam direitos iguais para raparigas e rapazes e uma cultura de não – violência e exploração da mulher.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Conceito de Tecnologia



Breve historial
Partindo do princípio de que o Homem quando surgiu na natureza, a terra ainda não tinha sido explorada ou transformada, sendo que o homem ainda não consciencializava tudo o que fazia. Visto que este, por ser um ser vivo como qualquer outro, tinha suas necessidades que devia resolver para garantir a sua sobrevivência, como por exemplo a necessidade de abrigar-se, de comunicar-se com os outros e de alimentar-se.

Assim sendo, para colmatar a situação de abrigo recorreu a grutas naturais, para comunica-se usou a pintura rupestre e o desenho e para alimentar-se recorreu a duas actividades principais, neste caso a caça e a recolecção, sendo este último o principal vector para o seu desenvolvimento, pois para a sua realização o Homem teve que fabricar instrumentos próprios para o facilitar.

Numa primeira fase o Homem usava paus e pedras para atacar os animais, no decorrer do tempo a mente humana foi evoluindo há medida que este ia vivenciando as consequências do uso de instrumentos na caça, pois com os mesmos o Homem precisava de despender muita força e tempo em simultâneo, para além de que precisava de muitas pedras ou paus para atacar um animal apenas, sendo obrigado posteriormente a preparar os seus instrumentos de trabalho, afiando-os até torná-los mais aguçados, surgindo desta maneira as lanças e os arcos e flecha, permitindo que o animal fosse ferido e morto logo a prior e sem necessitar de tanto esforço como antes.

Em suma, a partir do material existente e as necessidades pelo qual tal material era criado, o Homem foi fazendo modificações ou pequenas alterações e novas técnicas nesses instrumentos, de modo a torná-los mais funcionais, estéticos, práticos e eficientes, consequentemente o trabalho mais produtivo. E este processo de transformação ou modificação e aplicação de novas técnicas foi e continua sendo a base de novas descobertas e construção do mundo novo e erradicou-se para todo campo das ciências, tornando de sobremaneira fácil a vida do Homem.

Logo, pode se afirmar que a tecnologia é um processo que vem acompanhando o ser humano desde a sua existência, tornando-se o meio para a procura de soluções das necessidades do Homem.


Definição  

Tecnologia é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados ou utilizados a partir de tal conhecimento (Wikipédia).

Segundo a citação acima referenciada, a Tecnologia é o produto da fusão dos conhecimentos técnico-científicos (sendo estes conhecimentos possíveis de serem testados e comprovados) e os materiais aplicados para a concretização de tal conhecimento.

Analisando a citação acima patente, esta refere o termo tecnologia apenas para a área científica, visto que todos os produtos criados e usados pelo Homem são frutos dela, assim sendo todos produtos frutos do conhecimento técnico e científico inclui os produtos produzidos industrialmente, pois o conhecimento técnico científico é padronizado, isto é, tem um campo de exploração, investigação e só através da ciência e os seus fundamentos surge a tecnologia ou são feitos produtos dela.

Mas olhando para a vertente histórica, diz-se que a tecnologia surgiu logo que o Homem começou a habitar a terra e manifestou-se à medida que este ia procurando soluções para resolver necessidades que o afligia, desde a produção dos instrumentos de caça até as outras necessidades, cujo processo consistia na aplicação de novas técnicas e modificações feitas nos seus objectos até torna-los usuais, processo este que pouco a pouco foi evoluindo.

Isto para dizer que não se deve olhar a tecnologia apenas na vertente científica, mas sim como base para o surgimento da ciência e consequentemente dos conhecimentos técnicos e científicos.

Para este caso, pode se definir a tecnologia como sendo o conjunto de conhecimentos aplicados no campo de produção, com o objectivo de criar facilidades para a sobrevivência do Homem.
Esta definição em outras palavras é sustentada pela citação a seguir:

Segundo a Wikkipédia— Tecnologias são técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos.
Neste contexto, pode-se ver a tecnologia em duas vertentes:

  • ·         Primeiro como conjunto de conhecimentos aplicados numa determinada área com vista a solução dos problemas do quotidiano do Homem;


  • ·         Segundo, como o produto de aplicação desses conhecimentos. E no sentido geral a definição de tecnologia actualmente pode ser esta, pois o mundo está repleta de produtos de tecnologia, como por exemplo Televisores, Computadores, telefones, veículos.

Tecnologia educacional

A tecnologia educacional é uma nova vertente aplicada na área de educação, neste caso nas escolas, com o objectivo de tornar o processo de ensino e aprendizagem eficiente.
Consiste no apetrechamento das instituições de ensino, com equipamento tecnológico e informático, com vista a criar mecanismos viáveis e eficazes para o ensino e aprendizagem.

Partindo do princípio de que o mundo está em constante evolução e a globalização está se estendendo para quase todos países, o uso e domínio dos mass-mídia já é uma necessidade. Sendo que a tecnologia está ganhando espaço em todos níveis, os produtos tecnológicos estão sendo produzidos e disponibilizados para o alcance de todos, dando grandes avanços no mundo das telecomunicações.

Tomando em consideração os diferentes extractos sociais, pois as condições económicas não são as mesmas para todos, factor que determina as desigualdades sociais, as tecnologias não são abrangentes mesmo que estejam disponíveis para todos, o que leva a crer que uns estão usufruindo dela e outros não.
Por outro lado, mesmo que sejam adquiridas e usadas, não é o suficiente, mas sim a necessidade de saber fazer o uso dela.
Se se observar com muita atenção no que tange ao uso dos produtos da tecnologia, pode-se constatar que mal é o uso desses produtos, isto é, ainda não se sabe fazer o bom proveito da tecnologia, carecendo de formação básica para tal.

Com vista a responder a falta de domínio e bom uso da tecnologia, esta passou a ser implementada nas instituições de ensino, visto que é nessas instituições escolares onde se difundem os conhecimentos científicos, dai a implementação destas tecnologias. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Tecnologias na educação

Análise do programa televisivo “Tudo às dez”



O programa “tudo às dez” é uma rubrica que vai ao ar todos os dias úteis da semana, nomeadamente de segunda a sexta-feira, no horário compreendido entre as 10:00h às 11:50 horas, na Televisão de Moçambique canal 1 e é apresentado por Zita Ananias.

É um programa que trata de assuntos relacionados com o quotidiano do povo moçambicano, destacando os assuntos de índole político, cultural, como por exemplo a música, a dança, a gastronomia e outras áreas de âmbito científico, referindo-se da educação, saúde e outras áreas de conhecimento.

Para além dos assuntos acima descritos, também fazem parte os debates de reflexão, onde se planifica uma questão em função dos problemas que preocupam e são relevantes para a sociedade em geral, dai que são convidados as entidades que velam por uma certa área em que é atingida pela situação para dar o seu ponto de vista ou mesmo responder a questão em foco, de modo que possa ser abrangente.

Partindo do princípio de que este programa trata acima de tudo situações de cultura geral, é muito importante dizer que é bem útil para ser usado como um meio didáctico nas escolas, bastando o professor orientar os alunos para que assistam o programa e façam o registo daquilo que é importante, em função do assunto tratado ou a ser tratado na sala de aulas e de seguida fazer uma análise ou redacção para posterior debate ou apresentação na aula, para tal é melhor que se faça boa gestão de tempo se o caso for de ser usado na sala de aulas.

Este exercício permite que à medida que o aluno vai assistindo e registando de forma contínua e dando a sua reflexão em relação aos assuntos em debate, vai paulatinamente se informando e desenvolvendo a capacidade de análise e crítica, podendo futuramente ser um critico e excelente analista e intervindo de forma activa nos assuntos que assolam a sociedade em virtude da sua solução.
O estúdio onde decorre o programa “Tudo às dez” é repleto de muitas cores e principalmente na parte onde funciona a cozinha para a demonstração da arte de cozinhar (culinária), cujas cores podem de ser exploradas nas aulas de educação visual e ofícios, no que tange a mistura ou obtenção de certas tonalidades a parir de cores existentes.
Sendo que este programa decorre apenas no período de manhã, existem duas possibilidades de administrara-lo para a aula, podendo para o turno de manhã, o professor orientar os seus alunos para que possam ver o programa em casa ou criar condições para o uso directo na sala de aulas, enquanto para os turnos de tarde e noite, não tem segunda alternativa, devendo apenas explorarem fora da aula e os resultados obtidos debaterem-se na sala de aulas.
O professor pode proporcionar tempo para acompanhar os seus alunos ao programa em função da relevância do assunto, de modo que os alunos possam trocar impressões com o público em geral e em particular a camada estudantil, para além de que pode-se aproveitar o espaço para a divulgação dos resultados fruto dos trabalhos realizados nas escolas como por exemplo exposições artísticas colectivas, exibições de danças entre outras actividades. Visto que é um programa apresentado por uma jovem e muito experiente o diálogo com os alunos pode ser ainda mais aberto, pois a fase de adolescência e juventude a timidez ainda é notória e principalmente quando se sabe que esta na televisão e sendo visto em quase todo mundo, o receio manifesta-se, dai que antes de ir ao programa, há que preparar os alunos.
 A outra vertente educativa pela qual o programa pode ser útil é a promoção de concursos ou desafios direccionado aos alunos em matéria de cultura geral, podendo os participantes, neste caso os alunos convidados para o programa, se organizarem em grupos e participarem no concurso.
O uso de tecnologias na educação é um vector importante para o melhoramento da qualidade de ensino e aprendizagem, para além de permitir que os alunos se aproximem da realidade, assim sendo, cabe ao professor saber planificar as suas aulas e escolher os meios adequados, em função do conteúdo a ser leccionado com vista ao alcance dos objectivos previstos, devendo antecipadamente o professor ter que difundir aos seus alunos a importância e vantagens da inclusão desses meios na educação, de modo que os alunos possam fazer o melhor uso delas e não  - los como instrumento apenas para a diversão, alias é melhor que os alunos saibam que em qualquer situação de diversão sempre há algo educativo, cabendo a cada um descobrir e fazer a sua melhor aplicação.